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MARTA HUGON

tem vindo a estabelecer uma identidade cada vez mais sólida dentro do universo dos singer-songwriters portugueses.

Tendo como sua primeira casa o jazz - ensinou na escola do Hot Clube de Portugal e foi solista da respetiva Big Band – a cantora lançou o seu primeiro disco em 2005, dando assim início a uma carreira que se destaca pela consistência mas também por uma constante necessidade de se reiventar musicalmente.

Conhecida como a “vocalista dos músicos”, Marta Hugon fez um percurso “de trás para a frente”, nas palavras da própria, tendo começado por cantar com grupos que tocavam algum repertório de standards e por só muito mais tarde ter decidido estudar música. Antes disso, trabalhou repertório clássico e experimentou incurssões no funk e na música electrónica, tendo colaborado com grupos como os Cool Hipnoise.

No seu primeiro disco, Tender Trap, a cantora fez uma homenagem sincera a alguns dos clássicos do cancioneiro norte americano, dando vida aos temas que a fizeram apaixonar-se pela linguagem jazzística e fazendo-se rodear de músicos de exceção que a acompanham até hoje.

Com Story Teller, trabalho editado em 2008, Marta Hugon conquistou o público e a crítica que salientou a maturidade da voz e da interpretação e a originalidade na escolha do repertório.

É com A Different Time, editado pela Sony Music, em 2011, que a cantora arrisca um tempo diferente, avançando para um repertório de música original, em que mistura o jazz, a folk e a pop. A influência de músicos como Joni Mitchel, Nick Drake, Paul Simon ou dos Beatles fazem-se ouvir neste disco, em que a cantora funde na perfeição a sua forte personalidade musical com a do grupo que a acompanha, e se une novamente a Filipe Melo para a escrita de canções.

Em 2016, Marta Hugon surpreende o público com mais um fruto dessa colaboração – Bittersweet. Este é um disco de emoções, sólido na interpretação, na composição e nos arranjos, onde pressentimos desde o início a dualidade que marca o repertório e que lhe deu nome. Marta Hugon acompanha-nos num passeio estilístico de charme mas cheio de substância, onde espreitam por vezes as origens jazzísticas da cantora. Mas é na individualidade da escrita das canções na elegância e riqueza dos seus detalhes que nos vamos deixando seduzir.

Marta Hugon tem participado em diversos projetos dentro e fora do jazz e atuado em diversas salas e festivais de jazz no país e no estrangeiro, como o Centro Cultural de Belém, Culturgest, Gulbenkian, Teatro São Luiz, Casa da Música, Estoril Jazz, Festival de Jazz da Alta Estremadura e Festival In Jazz, entre outros.

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